segunda-feira, 11 de junho de 2012

As Profissões Mais Bem Pagas Do Brasil




Qual a fórmula para acertar na escolha da carreira? Ninguém sabe ao certo, mas uma variável que tem um peso cada vez maior nessa fórmula é a remuneração do profissional.

Ninguém quer fazer um investimento de retorno baixo e a formação profissional com certeza é um investimento alto, que toma muito tempo e dinheiro. Como todo investimento, as pessoas hoje tendem a minimizar o risco procurando se informar sobre a demanda de mercado do profissional formado em determinada carreira e sobre o salário potencial.

Vestibulandos hoje em dia trocam a carreira dos sonhos por uma semelhante mas que seja mais estável financeiramente e normalmente são apoiados por seus familiares. Os analistas de RH, no entanto, chamam atenção para o fato de que sem vocação e competência, por melhor que seja a formação acadêmica, o profissional pode não conseguir o nível de salário esperado. A escolha por uma carreira com tradição de salários altos não garante nada ao aluno.

Além de competência, o profissional não deve nunca parar de estudar. Segundo uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), feita em 2009, dos brasileiros em idade ativa que nunca tiveram mais do que um ano de estudo, 60% estão trabalhando, enquanto 91% dos brasileiros que estudaram mais de 18 anos tem emprego. O salário de quem estudou mais também é mais alto, cada ano de estudo corresponde a um acréscimo de 15% no fim do mês. Esses dados confirmam que uma graduação é apenas um passo, cursos de pós-graduação devem ser uma meta de profissionais que visam o crescimento de responsabilidades e remuneração.

Segundo a mesma FGV, atualmente no Brasil os profissionais mais bem pagos são os juízes e desembargadores, formados em direito. Porém, para alcançar esses cargos, é preciso passar por um concurso muito concorrido, são mais de mil concorrentes por vaga, exigindo experiência prévia e cada título obtido pelo concorrente conta pontos, logo um candidato com pós-graduação sai na frente.

·         Prático: R$60.000,00 a R$130.000,00 por mês dependendo da movimentação do porto (número de manobras realizadas).
Prático - Profissional com um dos maiores salários do país, geralmente ligado a marinha, que trabalha em áreas portuárias direcionando e atracando/estacionando navios.
·         Deputado Federal: R$16,500. 00
ADICIONAIS:
Verba Indenizatória (despesas de gabinete e funcionários): R$ 15,000. 00
Passagens aéreas: R$ 4,700. 00 - R$ 18,700. 00
Líder de Bancada e Vice Líder, Presidente ou Vice Presidente receberão comissão permanente de R$ 5.513.00
Auxílio Moradia: R$ 3,000. 00
·         Senador da Republica: R$ 16,000. 00
ADICIONAIS:
Verba Indenizatória (despesas de gabinete e funcionários): R$ 15,000. 00
Carro oficial mais 25 litros de combustível/dia
Auxílio Moradia: R$ 3,800. 00
·         Deputado Estadual: R$12,000. 00
ADICIONAIS:
Verba Indenizatória (despesas de gabinete e funcionários): R$ 20,000. 00
Passagens: R$ 7,000. 00 (anual)
Cota de postagens e telefonia: R$ 5,000. 00
Jetons por sessão extra: R$ 619,20
Auxílio Moradia: R$ 2,250. 00
    Prefeito: R$ 5,000. 00

    Prefeito (Capitais): R$ 14,000. 00 

    Vereador: R$ 4,000. 00      

    Vereador (Capitais): R$ 7,000. 00 

•   Juiz Federal: R$ 22.000,00

•   Juiz Estadual: R$ 18.000,00


Abaixo desses profissionais, vem o seguinte ranking:

·         Medicina (mestrado ou doutorado): R$ 8.966,07

·         Administração (mestrado ou doutorado): R$ 8.012,10

·         Direito (mestrado ou doutorado): R$ 7.540,79

·         Ciências econômicas e contábeis (mestrado ou doutorado): R$ 7.085,24

·         Engenharia (mestrado ou doutorado): R$ 6.938,39

·         Medicina (graduação) - Salário médio: R$ 6.705,82

·         Outros cursos de ciências exatas e tecnológicas (mestrado ou doutorado): R$ 5.349,96

·         Geologia (graduação): R$ 5.285,77

·         Militar: R$ 5.039,14

·         Ciências agrárias (mestrado ou doutorado): R$ 5.028,37

Uma outra pesquisa feita pela mesma instituição listou também a perspectiva de profissões que estarão em alta em 2012. A seguir, temos esse outro ranking:

·         Engenheiro de grandes obras de infraestrutura - Investimento em estradas e grandes estradas; foco no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e na Copa do Mundo.

·         Engenheiro mecânico ou do mercado de óleo e gás - Construção de turbinas e equipamentos rotativos para gerar energia nas sondas de petróleo.

·         Engenheiro de meio ambiente ou de mercado de energias renováveis - Demanda em função do ritmo acelerado do pré-sal.

·         Gerente de auditoria ou compliance - Cumprimento de normas legais, políticas e diretrizes estabelecidas pelos negócios e provisão de informações gerenciais relevantes para a tomada de decisões.

·         Gerente de Recursos Humanos ou Business Partner (RH) - Suporte a todas as necessidades da área: recrutamento e seleção, treinamento, desenvolvimento e projetos específicos.

·         Gerente tributário/contábil/financeiro ou Business Controller                               Suporte financeiro da empresa. Foco nas atividades de planejamento financeiro e controladoria.

·         Gerente de marketing digital ou gerente de comunicação com ênfase em plataformas digitais - Domínio das mídias sociais. Conhecimento do mercado digital e gerenciamento da exposição de companhia, com experiência em marketing ou comunicação.

·         Gerente/coordenador/técnico de crédito ou de riscos - Avaliação e redução de riscos em um cenário macroeconômico global muito volátil.

·         Gerente comercial de alta renda em bancos, luxo ou bens de consumo - Conhecimento do mercado de investimento para alta renda, luxo e serviços associados ao topo da pirâmide de consumo.

·         Gerente de Desenvolvimento de Sistemas, Arquiteto de Tecnologia ou Programadores de J2ME(plataforma Java para dispositivos móveis) - Conhecimento de tecnologias para plataforma mobile, necessidade de aplicação do desenho estrutural tecnológico da companhia e busca por inovação.

Fonte: Fundação Getúlio Vargas (FGV) - Dados obtidos considerando o país como um todo e não apenas em uma análise regional. Mais de quinze mil pessoas com mais de 20 anos foram entrevistadas para obtenção dos resultados.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Perguntas Básicas de uma Entrevista de Emprego








O que temos a seguir é um conjunto de perguntas comuns em entrevistas elaboradas por profissionais típicos.


Não existe uma única resposta certa para cada uma delas, e você deve responder sempre com naturalidade e de forma espontânea - nada de respostas decoradas! Mas em muitas das perguntas há um teste oculto, e estes testes acabam eliminando muitos candidatos.


Por isso, para cada pergunta foi acrescentada uma sugestão de resposta, e eventualmente um comentário sobre qual o teste oculto. Você não deve decorar estas respostas e usá-las na próxima entrevista; a idéia é que você as use como base para compor sua própria resposta, que deve ser sincera e espontânea. Assim, você não será pego despreparado por nenhuma destas perguntas comuns, muitas delas difíceis de serem respondidas de improviso.


Lembre-se que o entrevistador muitas vezes tentará impor um ritmo artificial à entrevista, pressionando você, antagonizando, questionando tudo. Faz parte da experiência, e nestes casos provavelmente ele deseja ver como você se comporta quando pressionado. Mas a sua posição sempre é o resultado de uma escolha pessoal - você pode antagonizá-lo de volta, mas pode escolher também manter a tranqüilidade e continuar oferecendo respostas calmas e completas. De qualquer maneira, quanto mais preparado você estiver, mais apto estará a se sair bem mesmo que seja colocado contra a parede e levado a responder tudo sem tempo para pensar.


Uma dica é essencial: sempre que for possível, tente fazer com que a entrevista seja uma conversação bidirecional, e não apenas um questionário. Já no início, após a apresentação inicial por parte do entrevistador, faça alguma pergunta inteligente sobre algum aspecto da vaga ou do processo seletivo. Se ele responder, você terá não apenas um ambiente mais favorável, mas também alguma informação adicional que poderá ser útil durante a própria entrevista. Ou seja: nos primeiros minutos, momento em que o candidato típico está procurando falar sobre si às cegas, você já terá conseguido criar um clima favorável e obtido informações sobre o que o entrevistador está procurando, para saber o que oferecer a ele.


Vamos às perguntas e respostas:

Sobre você


1. Fale sobre você.



R: Isto não é propriamente uma pergunta, mas freqüentemente as entrevistas começam assim, e o candidato desata a falar sem parar, e o avaliador presta atenção à sua capacidade de se concentrar nas prioridades, encadear idéias, e comunicar-se livremente. Ensaie duas ou três frases, que você deve desenvolver, memorizar e ensaiar com antecedência, são importantíssimas, e este é um bom momento para usá-las.


2. Quais os seus interesses pessoais?



R: Aqui o entrevistador quer saber se você não é o que ele classificaria como um desajustado, uma pessoa problemática, ou então alguém tão ligado a seus interesses externos que não teria energia suficiente para cuidar do seu trabalho. Pode ser uma boa oportunidade de quebrar preconceitos e estereótipos; se você for mais velho que a média do mercado, destaque atividades que demonstrem atualização, vigor físico e energia. Se for muito jovem, destaque algo que indique ponderação e oportunidades adicionais de ter adquirido experiência útil para a vaga, como algum cargo na diretoria de uma ONG, por exemplo.

3. Que bons livros (ou bons filmes) você tem lido (ou assistido) ultimamente?




R: Seu avaliador não está apenas querendo puxar papo. Ele quer saber algo sobre o seu nível cultural, e também se você é um mentiroso quando sob pressão (caso não tenha lido nenhum livro que possa mencionar, e aí invente que leu algum). Não importa qual livro você indique, ele vai lhe fazer perguntas sobre ele. Portanto, fica a dica: se você está procurando emprego, é bom ler algum bom livro sobre o qual você fique à vontade para discorrer em uma entrevista. De preferência, um livro que vá interessar ao seu entrevistador, e que seja recente o suficiente para ele não poder pensar que você não lê um livro há 4 anos!



4. Qual seu ponto forte?



R: Escolha previamente, e esteja preparado para exemplificar e detalhar, sem mentir. Eis uma lista de atributos estritamente pessoais, mas que costumam ser valorizados pelos entrevistadores. Identifique quais deles você tem em maior grau, e passe esta idéia (ou afirme diretamente) em seu texto ou na entrevista: Motivado; Racional; Energético (atenção: não é a mesma coisa que enérgico. Tem relação com a disposição para realizar trabalho); Dedicado (veste a camisa); Honesto; Capaz de liderar; Com iniciativa; Com objetivos; Com visão; Com empatia; Persistente; Bom comunicador; Bom técnico.


5. Qual seu maior ponto negativo?



R: Cuidado! A maioria das pessoas que já leu dicas de entrevista acha que deve escolher algo que não seja tão negativo assim, como "ser muito perfeccionista", ou "exigir demais de si mesmo". Na minha opinião, quando eu mesmo entrevisto, essas respostas prontas que disfarçam um ponto positivo como se fosse negativo passam uma idéia de artificialidade, e de ausência de respeito pelo interlocutor e pela empresa. Diga que não consegue lembrar de uma característica profissional que possa comprometer seu desempenho no cargo para o qual está sendo considerado, e aí acrescente um ponto negativo real (no qual você pensou com antecedência), que faça sentido no contexto da empresa, mas que não vá comprometer suas chances de aprovação. Se possível, equilibre-o explicando a forma como você lida com este ponto negativo, e mencione um ponto positivo forte já em seguida. Mas não exagere escolhendo algo que possa soar pior do que é na realidade.


6. Qual seu maior arrependimento?



R: Como no caso do "maior ponto negativo", aqui o entrevistador não espera que você realmente confesse algo, mas ele quer saber como você lida com esse tipo de situação. Confessar um arrependimento verdadeiro em geral não é positivo para a sua pontuação, mesmo que seja algo inocente. E tentar mascarar uma vitória como se fosse arrependimento também é um truque manjado. Eu diria que não tenho arrependimentos, e que tenho um princípio, que também aplico na vida profissional, de agir de acordo com a minha consciência, e de sempre decidir de forma equilibrada, o que me permite prosseguir sem deixar espaço para arrependimento ou para o desejo de que eu tivesse decidido de forma diferente.


7. Você aceitaria mudar algum aspecto importante da sua vida (por exemplo, mudar de cidade)?



R: Não feche portas já na entrevista, mas ao mesmo tempo não mostre ser irrefletido ou desesperado por uma vaga. Diga que estudaria com prazer uma proposta, que decidirá quando souber dos detalhes, mas que não vê nenhum problema grave que o impeça de tomar esta decisão, se for a correta.

8. Qual sua pretensão salarial?



R: Raramente a empresa pergunta isso para lhe oferecer o que você está pedindo, caso ache que você está à altura - a entrevista de seleção raramente inclui negociação salarial, que ocorre em uma fase posterior, apenas com os aprovados. Aqui você está apenas sendo avaliado, e perde ponto quem se valoriza demais, ou de menos, em relação à estimativa do avaliador. Se você estiver empregado, pode dizer quanto ganha hoje, e que sua intenção é progredir, mas que aguarda para saber mais sobre as condições da vaga para a qual está sendo selecionado. Se não estiver trabalhando, ou estiver em situação instável, simplesmente diga que você é flexível e tem interesse em ganhar de acordo com o mercado, e que não tem dúvida de que o plano de cargos e salários da empresa é adequado. Se julgar relevante, pode mencionar quanto ganhava no emprego anterior.


9. Qual seu objetivo de longo prazo?



R: O entrevistador quer saber seu objetivo pessoal em um contexto profissional, e dentro da empresa. Não há problema em ser bastante objetivo e dizer simplesmente que deseja vir a ser o diretor operacional, ou o responsável pela sucursal do Centro-Oeste. Mas se você conhecer bem a empresa, pode ser mais amplo, dizendo por exemplo que deseja conhecer bem a realidade de todas as regiões em que a empresa atua, porque sua intenção é vir a ser o responsável pela logística. Não diga que quer ter um salário compatível, um bom plano de aposentadoria, ou outro objetivo que seja vantajoso apenas para você, e não para a empresa, mesmo que seja decorrência da vaga que você pleiteia.


10. Quais suas metas de curto prazo?



R: Lembre-se de que metas são mais precisas, e que incluem datas, ou mesmo quantificações, quando for o caso. O entrevistador quer saber suas metas pessoais em um contexto profissional, e dentro da empresa. O ideal é poder dizer que quer chegar a ser gerente de uma filial já no ano que vem, ou que pretende conhecer a fundo o processo produtivo nos próximos 2 anos, para embasar uma carreira executiva na área de gestão fabril.

11. Suas qualificações não são excessivas para esta vaga?



R: Nenhum empregador gosta de contratar uma pessoa que logo vá ficar descontente com um trabalho que pode ser visto como abaixo do seu potencial, e acabe saindo da empresa logo após ter sido contratado. Se suas qualificações forem mesmo acima do que a vaga exige, esclareça as razões pelas quais a vaga é exatamente o que você deseja agora, que tem certeza de que a médio prazo surgirão oportunidades de prosseguir sua carreira dentro da própria empresa, e que as qualificações que você tem em excesso são do interesse da empresa.

terça-feira, 29 de maio de 2012

DICAS MERCADO DE TRABALHO - NOVAS EXIGÊNCIAS - CARLOS EDUARDO BALCARSE - REDE RECORD

Confira dicas incríveis sobre o Mercado de Trabalho, tipo de profissional que as empresas buscam e saiba mais sobre a evolução crescente das carreiras nesta entrevista imperdível com o Carlos Eduardo Balcarse, CEO da Central do Trabalho RH e Diretor da Rede Desempregados - Programa da Letícia - Rede Record


Eficiência e Eficácia


Para Peter Drucker, “a eficiência consiste em fazer certo as coisas e a eficácia em fazer as coisas certas.” Na área administrativa muitos profissionais lidam, mesmo que indiretamente, com a semântica dessas duas palavras, contudo o processo de lidar é atribuído na prática. Em uma empresa, o profissional precisa ser o tempo todo eficiente para gerar resultado no seu trabalho e no objetivo primordial de toda a empresa. Por outro lado, para ser eficiente, o profissional deseja estar sempre agregado à eficácia de suas ações.

Parece um pouco complicado, mas o desenrolar destas palavras, principalmente nas ações profissionais, são mais aplicadas do que se imagina. Veja a ilustração verbal que se segue: imagine que haja um vazamento de água no escritório da diretoria. O primeiro funcionário, imediatamente corre atrás de um pano, de um balde e de um rodo para retirar toda a água do ambiente. Ele foi eficiente, pois fez de maneira certa o que deveria ser feito. O segundo funcionário procurou observar de onde vinha esse vazamento, concluiu que vinha do banheiro instalado dentro à sala. Adentrando, percebeu que a torneira da pia estava aberta e simplesmente a fechou, eliminando todo o problema. Este funcionário foi eficaz, pois fez o que era certo fazer para solucionar o caso.

A eficiência significa realizar um trabalho correto, sem muitos erros, por outro lado a eficácia consiste em realizar um trabalho que atinja totalmente o resultado, concluindo o que se propôs a fazer com um bom almejo do resultado. Em um mundo globalizado, torna-se mais inserido e preparado dentro do mercado, o funcionário que consegue distinguir o significado destas duas palavras e sabem aproveitá-las e ou utilizá-las quando convier. Para o consultor Arthur Brender, as empresas estão passando por momentos de muita concorrência e desenvolver sua produtividade como destaque no mercado é de muita significância para elas.

“Tratando-se dos níveis de decisões da empresa, a eficácia está relacionada ao nível tático (gerencial, logo abaixo do estratégico), e a eficiência ao nível operacional (como realizar as operações com menos recursos – menos tempo, menor orçamento, menos pessoas, menos matéria-prima, etc.).” (Brender, 2009)

Estas duas palavras podem ser consideradas normais, no entanto para a Administração Moderna, elas vêm ganhado destaque primordial nas ações das organizações. Elas não estão exclusivamente direcionadas às atitudes dos profissionais em suas funções dentro da empresa, mas também da organização e produção da própria compania para garantir seu nome no mercado da área a qual pertença. A eficiência e a eficácia são aliadas nas demandas de uma organização, pois o ideal seria a aliança entre as duas formas de agir tanto dos profissionais, que fazem a empresa se movimentar, como da própria empresa, que necessita garantir seu trabalho possuindo uma visão privilegiada em sua atuação.

Referências:
DRUCKER, Peter. The effective executive. Harper Collins Publishers, 1993.
BRENDER, Arthur. A diferença entre eficiência e eficácia. Disponível em http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=2957.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Treinando nossas emoções






Realizar sonhos e objetivos, alcançar  metas, ser reconhecido pelo seu esforço fazem parte da natureza humana. No entanto, quando tratamos grandes conquistas, não podemos arriscar e deixar de lado nossa maior aliada,  nossas emoções. Não escolhemos ter emoção ou não. Ela existe e nos acompanha onde formos, na empresa, na faculdade, no esporte e em nosso ambiente familiar.


 Todas as emoções são saudáveis e necessárias para os seres humanos, o grande desafio é saber quando usá-las e como canalizá-las. É necessário achar o EQUILÍBRIO em nossas emoções, pois o excesso ou a falta delas podem prejudicar nosso crescimento pessoal. O equilíbrio é fundamental para nossa existência, pois sem ele não teríamos limites, correríamos riscos perigosíssimos e prejudiciais. Por outro lado, se tivermos muito medo, não arriscaremos nada.

 O importante é estarmos ciente dessas emoções e aprendermos a conhecê-las e a lidar com elas para que nos ajude a evoluir pessoal e profissionalmente. Isso é o que chamamos de Inteligência Emocional. E esse equilíbrio só encontraremos se treinarmos nossas emoções e nossa mente. O nosso maior oponente está dentro de nós que é o nosso desequilíbrio emocional.

Povos latinos, geralmente, são muito extrovertidos, simpáticos, comunicativos e emotivos, demonstrando facilmente sentimentos de raiva, paixão, amor, tensão, medo e ansiedade. Mas, apesar de tão intensos emocionalmente, não temos costume de treinar essas emoções. Dessa forma podemos, em alguns momentos, demonstrar imaturidade emocional e até mesmo perder anos de investimento na busca de uma vaga de trabalho em uma grande empresa, da aprovação em um processo seletivo, no sucesso em um relacionamento, entre outras inúmeras situações. 

É importante sabermos que foco, motivação, iniciativa, criatividade, inteligência emocional, comprometimento, coragem, superação, ousadia, determinação, liderança, disciplina, resiliência, persistência, trabalho em equipe, comunicação, entre várias outras características, são atitudes que devem ser treinadas ou até mesmo desenvolvidas. Quando aprendemos a treinar nossas emoções, melhoramos nossas atitudes e consequentemente nossos resultados. Esses aspectos começam a fazer parte de nós. Nós nos tornamos pessoas melhores, independentemente de onde trabalhamos ou do que façamos. Uma vez aprendidas, tais atitudes estarão presentes em nossas decisões, em nossa liderança, em nossa execução e em nosso ambiente familiar e de trabalho.

Vale ressaltar que todas essas atitudes são necessárias para alcançar nossos objetivos.

Carla Tambellini, coach e palestrante da Central do trabalho RH

terça-feira, 15 de maio de 2012

Trabalho ou Atividade?




A atuação nas organizações carrega consigo uma série de contradições que se multiplicam em função do desenvolvimento das formas produtivas da sociedade, que historicamente descaracterizou o componente humano do trabalho que lhe conferia a condição de agente histórico e de força na luta pela perpetuação da espécie humana. Atualmente, o trabalho fragmentado em atividades conjugadas, sob orientação externa ao processo, se caracteriza por agrupamentos de especialistas em um mesmo espaço fechado regidos pelo desejo imaginário de realizar trabalho.


A diferença entre o trabalho humano e a atividade dos animais está na intencionalidade da ação. O resultado do trabalho é fruto do que já existia enquanto projeto idealizado na concepção do trabalhador. Na execução, além de transformar a matéria prima, imprime seu desejo idealizado, submetendo a natureza à sua vontade. Já na atividade animal, as ações são instintivas e determinadas pela razão biológica dos genes sobre a natureza. Ou seja, os animais utilizam a natureza e modificam-na pelo fato de sua presença nela e necessidade dela. O homem, ao contrário, modifica a natureza e a obriga a servir-lhe, dominando-a. O trabalho ultrapassa a mera atividade instintiva dos animais podendo ser parcelado e decomposto em atividades que se complementam. Na natureza não ocorre a delegação de funções, cada pássaro fabrica seu próprio ninho.

O caráter histórico e de mudança intencional da natureza faz do homem produto e produtor de tecnologia. Ele cria, inventa e transforma. O trabalho é a expressão dessa trilogia, é a síntese do saber e do fazer. 

Destituído de suas ferramentas para produzir, como vimos anteriormente, resta ao homem vender a força física para um sistema já definido, não vende sua capacidade de trabalho, mas sua força para trabalhar por um determinado período. Neste momento, a transformação do trabalho em força trabalho remete a ação a uma condição de atividade, assumindo uma característica repetitiva, onde a concepção preexiste sob a forma de ordens. Ao vender sua “força trabalho”, o homem assume uma postura contemplativa da natureza, semelhante a dos animais, transformando a natureza pelo simples fato de sua presença, negando sua subjetividade. O homem desaparece como agente do processo de trabalho, sendo absorvido como parte mecanizada de um sistema que funciona independente da sua vontade, relegado à mera fonte de erros.

O conceito de trabalho se baseia na intencionalidade em alterar a função das coisas, uma ação objetivada que cria algo e transforma a natureza. O trabalho é consciente, racional, onde o sujeito decide por sua atividade, tem o poder de escolha.

O filme Tempos Modernos (nome original: Modern Times, 1936; Charles Chaplin) se passa em meados da década de trinta, após o surgimento da linha de montagem em série do Ford e da queda da bolsa em 1929, o “Crack”.

Após a revolução industrial, que resultou na mudança do sistema feudal para o capitalista, impondo novas regras e normas na sociedade, que deu início a uma nova ordem mundial, a nova técnica empreendida por Ford em sua fábrica a linha de montagem em série nos mostra que o ser humano virou uma engrenagem no meio de tantas outras da máquina. O homem passa a fazer o mesmo movimento repetidamente, já que ele só tem acesso e função a uma determinada etapa da montagem, não tem que fazer nada a não ser esperar a peça que vem pela esteira. Chaplin, em seu filme mostra essa repetição no momento que, mesmo depois de dar o sinal de parada, continua a repetir os movimentos incessantemente. Faz crítica a alienação e a escravização, assim como Karl Marx, já que os operários dependiam da fábrica e esta, quando era desativada, ou eram mandados embora ou não sabiam o que fazer nem para onde ir.

“A Grande Depressão”, como foi chamada a queda das bolsas de 1929, gerou uma grande onda de desemprego, suicídios, pobreza, marginalidade e revolta entre o povo dos Estados Unidos da década de 30. Mostra-nos o quanto o indivíduo está ligado e sujeito as alterações de sua sociedade, a relação do indivíduo e a sociedade, a fragilidade do sistema, as transformações.

O personagem de Charles Chaplin, que ficou marcado como o vagabundo, não foi diferente na vida real. Artista nato, também era visto como um vagabundo ou comunista, como se ele fosse um inimigo do sistema, que mecanizava as pessoas e as tratava produtos que produziam, por não se adequar a expectativa de cidadão bem sucedido e trabalhador, um tipo de homem que trabalha sem se questionar, come e consume.   

O próprio filme já é uma crítica ao desenvolvimento mecanicista desenfreado, uma vez que nesta época Hollywood já não fazia filmes mudos, e as cores nos cinemas davam seus primeiros passos. 

Outro filme que trata da aborda a questão trabalhista é o “Fábrica de Loucuras” (nome original: “Gung Ho”, 1986; Ron Howard), onde temos uma fábrica de automóveis localizada em uma pequena cidade americana, que é fechada. Logo um pânico generalizado toma conta do lugar, pois a maioria dos habitantes trabalha na fábrica. Até que o funcionário Hunt Stevenson (Michael Keaton) vai até Tóquio, na tentativa de convencer os japoneses a assumirem a fábrica. A missão é um sucesso, mas os problemas e trapalhadas começam a se multiplicar quando os japoneses insistem em implantar seu sistema de disciplina mecanicista, através de horários rígidos e exercícios matinais. Como os métodos de trabalho oriental e ocidental são bem distintos, um choque cultural se torna inevitável. Poucos estavam preparados para trabalhar em tal organização devido à cultura em que precede as diretrizes da empresa. Os japoneses administravam de forma mecanicista, eles a gerenciavam cientificamente melhor, da forma de fazer o trabalho, a onde se cria um método a ser seguido, visando o aumento da produtividade e, através da regracidade e de metas pré-estabelecidas, a padronização das atividades dentro da empresa.

O trabalhador não tem poder de determinar a realização da atividade, vira padrão para todos os funcionários. A gerência fica responsável pela realização mais produtiva (o pensar), eficaz e, através da mecanização e padronização da atividade, controlar o funcionário (que somente executa, deixando de lado suas capacidades e focalizando a habilidade própria para a função que lhe foi determinada).

Eles retiram a autonomia de realização das pessoas, que era a única coisa que restava. O trabalhador não tem a matéria prima, não tem a máquina e não tem o conhecimento, o que restava pra ele era como realizar a atividade. Essa automação do processo favorece o erro, e no momento que simplifico a tarefa, que qualquer pessoa possa fazer, eu reduzo os custos, tanto na Mão de Obra quanto no produto, e aumento a produtividade. No filme isso se torna visível no momento que um funcionário sofre um acidente na linha de produção em virtude da pressão de atingir a meta e de sua função ter se tornada automatizada, não necessitando pensar para executá-la.
Os funcionários norte-americanos desligaram-se da empresa. O motivo? Salários baixíssimos e costumes diferentes. Ao longo do filme é traçado um comparativo entre as características culturais nas empresas japonesas e norte-americanas, bem como a importação de técnicas tidas como responsáveis pelos desempenhos espetaculares das empresas japonesas, feito através de ginásticas nos pátios e estacionamentos, rituais coletivos de culto a organização, visões, etc.

Diferentemente dos japoneses, que visavam somente a produtividade e a realização da atividade, sendo que os funcionários são considerados como peças passíveis de troca, os norte-americanos visam, também, a produtividade, mas prezam a inserção das pessoas no processo de decisão, dando-lhes o poder de escolha de como realizar a atividade. É um método baseado na regra, mas respeitando as particularidades dos trabalhadores. Um exemplo no filme é no momento em que um funcionário é impedido de sair para acompanhar seu filho numa operação médica, demonstrando a incapacidade empática dos japoneses, a preocupação única com o volume produzido.

A humanização pretendida pelo personagem principal não significa tornar o trabalho bom e nem melhoria das condições ambientais. Não se deve confundir humanização com diminuição da insatisfação. No filme é colocado em cheque o sistema “pensar X executar”.


Bruno Alberto Pereira de Sant’Ana, psicólogo na Central do Trabalho RH.