quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Competências de Alta Performance

Há diversos traços de personalidade e comportamentos em comum que destacam os profissionais de sucesso dos demais. Grande parte de suas competências são naturalmente adquiridas ao longo das experiências de vida. Outras são forjadas pela necessidade de se sobressair no mercado de trabalho. Algumas são resultado de seu próprio auto desenvolvimento, uma busca com motivação própria, independente da organização onde trabalha.
Invariavelmente encontramos algumas competências que são fundamentais no desenho do perfil do profissional do futuro, e estas se transformam no diferencial dentro de um mercado globalizado, altamente competitivo e no sucesso deste profissional.
“os bons profissionais são importantes para as empresas; os competentes são fundamentais e os líderes eficazes, motivados e bem humorados são imprescindíveis em qualquer lugar” (Ari Lima)


Resiliência – Termo usado por várias áreas, entre elas as Ciências Sociais, Educação, Medicina, Biologia, Metalurgia, Psicologia, tendo em comum o fato de assegurar a sobrevivência diante de situações de stress e tensão.
Aplicado à área de Recursos Humanos, podemos dizer que se trata da capacidade das pessoas em se sobrepor e ser bem sucedidas, mesmo diante de grandes obstáculos. A pessoa resiliente age diante das adversidades e transformam as dificuldades em força revitalizadora para realização de objetivos e comprometimento diante da vida e dos grupos com os quais se relacionam.  Hoje, diante das rápidas mudanças nas organizações a resiliencia faz parte do uso da inteligência emocional e é preciso que as organizações desenvolvam instrumentos cada vez mais precisos de observação e valorização dessa competência. Cabe aos resilientes compatilhar o mérito sobre os resultados altamente positivos conquistados pela organização.
Criatividade – Aplicada à área de Recursos Humanos podemos afirmar que dentro das criatividades aplicadas, temos aquelas para as quais nos preparamos, em termos de conhecimentos e habilidades. Nesse sentido podemos usá-la para atingir objetivos como comunicar idéias e influenciar pessoas. Somos potencialmente criativos e talvez as únicas coisas que nos impeçam de criar seja não acreditar nessa possibilidade ou simplesmente não estarmos motivados para isso.
Autocrítica - Na visão da área de Recursos Humanos vemos um aprimoramento profissional, pois este mecanismo é inerente ao processo de autoconhecimento – o ser conhece a si mesmo, identifica seus pontos fortes e fracos, suas potencialidades, e a partir daí corrige os rumos de sua trajetória seja ela profissional ou pessoal.
Esta forma de abordar a sua própria realidade engloba uma constante busca do aperfeiçoamento de sua performance, que assim passa por um exame permanente do real – a crítica – e pela procura de uma perfeição também interior, compreendendo melhor os objetivos organizacionais e seus próprios.
Altruísmo – Palavra criada por Auguste Comte, filósofo francês em 1830, foi aplicada ao grupo das disposições humanas, sejam elas individuais ou coletivas, que inclinam os seres humanos na dedicação ao outro. Portanto altruísmo não é sinônimo de solidariedade como muitos pensam, fazendo parte de um conceito muito mais amplo. Dentro da visão organizacional um altruísta agirá de modo a conciliar sua satisfação pessoal com o bem estar e a satisfação de sua equipe, cujo entendimento do próprio conceito de altruísmo tem a relevância de se referir às disposições naturais do ser humano, o que indica que ele pode ser bom e generoso naturalmente, sem ser necessária a intervenção divina ou sobrenatural.
Carisma - Essa palavra que, por si só, já é carismática, pode revelar muito, dependendo do ponto de vista de quem a emprega. Na sociologia é o conjunto de qualidades excepcionais inerentes a um Líder. Também pode significar uma linguagem de expressão, uma técnica relacionada com a maneira de influenciarmos pessoas.
Um profissional tem "carisma natural" quando domina a arte de conquistar seus colaboradores, quando é capaz de motivar o grupo de forma verdadeira, com valores de existência, pois o carisma implica em autenticidade. 

Ana Maria Ramos 
consultora da Central do Trabalho

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A Busca


A busca é algo que percorre a mente de várias pessoas. Pode ser pela essência, pela missão de vida, pela qualidade de vida, pelo poder, pelo sucesso, pelo dinheiro, por reconhecimento, busca pela espiritualidade, pela felicidade, pela paz. Enfim, cada um tem a sua. O interessante é que nem sempre o que as pessoas buscam é o que necessitam, então, acontece algo incrivelmente divino. O fracasso!


O fracasso para mim é a grande oportunidade da mudança. É o feedback de Deus quanto ao caminho que se escolheu, ou até mesmo quanto de si e de seu talento está imprimindo no que se busca.

A força com a qual imprimo é pertinente? É pouca? Estou tomando as rédeas ou apenas delegando minha busca? É muita a força? Está causando prejuízos aos outros?

Vejo uma confusão muito grande nas pessoas quanto ao significado de sucesso. Escuto muito que tal pessoa atingiu o sucesso, pois construiu fortuna, poder. Sucesso jamais esteve atrelado a status e dinheiro.

Sucesso é conseguir atingir o que realmente precisa-se. Se o que se precisa é de simplicidade, quando conseguir abrir mão do resto, terá sucesso. Acredito que ter sucesso é saber desafiar não aos outros, mas a si próprio.


Carla Tambellini

coach e facilitadora da Central do Trabalho RH

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A gente se acostuma, mas não devia


 Salvador Dalí - Sono


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma e não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão.

A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E não aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração. 

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.  

A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e necessita. E a lutar para ganhar com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.  

A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir as revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. 

A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam à luz natural. Às bactérias de água potável. À contaminação da água do mar. À morte lenta dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto.  

A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá.

Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.

A gente se acostuma a não falar na aspereza para preservar a pele. Se acostuma para evitar sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida. 

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.   

Marina Colassanti

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A Síndrome do Sapo Fervido



Vários estudos biológicos provaram que um sapo, colocado num recipiente, com a mesma água de sua lagoa, fica estático durante todo o tempo em que aquecemos a água, até que ela ferva. O sapo não reage ao gradual aumento da temperatura (mudança de ambiente) e morre quando a água ferve, inchadinho e acomodado. Por outro lado, outro sapo que seja jogado nesse recipiente já com água fervendo salta imediatamente para fora. Meio chamuscado, porém vivo!

Alguns profissionais têm um comportamento similar ao do sapo fervido. Não percebem ou não aceitam as mudanças, acham que está tudo bem, que vai passar, que é só dar um tempo! E ficam desatualizados, ou fazem um grande estrago em suas carreiras, morrendo inchadinhos e acomodados, sem terem participado ativamente das mudanças. Outros, felizmente, ao serem confrontados com as transformações, pulam, saltam, em ações que representam, na metáfora, as mudanças necessárias.

Temos vários sapos fervidos por ai. Prestes a morrer, porém boiando estáveis e impávidos, na água que se aquece a cada minuto. Pessoas que não percebem, que além de serem eficientes (fazer certo as coisas), precisam ser eficazes (fazer as coisas certas). E que, para isso, o clima interno tem que ser favorável ao crescimento pessoal e profissional, com espaço para o diálogo, para a comunicação clara, para o compartilhamento, para o planejamento e para uma relação saudável.

O desafio ainda está na humildade de atuar de forma coletiva. Fizemos durante muitos anos o culto do individualismo. A turbulência exige, hoje, o esforço coletivo que é a excelência e eficácia como resposta. Tornar as ações coletivas exige, fundamentalmente, muita competência interpessoal para o desenvolvimento do espírito de equipe, exige saber partilhar o poder, delegar, acreditar no potencial das pessoas e saber ouvir.

Os sapos fervidos, que ainda acreditam que o fundamental é somente a obediência e não a competência, que manda quem pode e obedece quem tem juízo, “boiarão” no mundo da produtividade, da qualidade e da informação.

Acordem sapos fervidos, saiam dessa, o mundo mudou! Pulem fora antes que a água ferva. Este país, precisa de vocês vivos, meio chamuscados, mas vivos e prontos para agir, para enfrentar este desafio do mundo globalizado.

Texto extraído de um artigo de Charley Gill

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Querer é sim um poder



O momento em que vivemos no mundo é o de buscar a nossa essência, do nosso verdadeiro EU, que durante séculos foi deixado em segundo plano. Buscávamos o nosso EU sob a orientação da sociedade, das diretrizes, das tradições, das religiões, dos dogmas, das criações, das metas e dos objetivos preestabelecidos, apesar de nós sermos constituídos de um universo individual.


Somos seres extremamente poderosos, pois basta olharmos para algumas das realizações dos homens e veremos que realmente “o querer é um poder” e que esse poder habita dentro de cada um de nós. Olhe ao seu redor e veja o exemplo de pessoas que conquistaram aquilo que consideramos impossível. 

Precisamos assumir a direção de nossas vidas, conquistas, fracassos, desilusões, decepções, precisamos parar de culpar os outros e a sociedade pelos nossos fracassos e dificuldades.

Em primeiro lugar devemos pensar que somos capazes de mudar o nosso destino, mudar o nosso estado, nossa situação, nossa condição, porém, para isso é preciso unir todas as nossas forças internas e externas (fé) e lutar, batalhar, nos esforçar, pois não existe vitória sem luta ou esforço.

Determinação, perseverança, fé, são os principais ingredientes/ combustíveis para nossa luta/ batalha. O seu sucesso e o seu fracasso dependem única e exclusivamente de você, dependerá de suas atitudes frente às adversidades que a vida lhe apresentará e posso lhe garantir que o caminho não será curto e nem tão pouco fácil.
Um dia eu me recordo que me encontrava em uma situação muito complicada, minha vida profissional estava estagnada, não conseguia sair do lugar, cheguei ao que muitos denominam “fundo do poço”, mas um dia acordei pela manhã e disse para mim mesmo “eu determino que a partir de hoje sairei dessa situação e alcançarei os meus objetivos pessoais e profissionais”. 

E daquele dia em diante mudei a minha frequência e os meus pensamentos, passei a me sentir culpado de me encontrar diante daquelas dificuldades e adversidades, porém passei a não mais aceitar aquela condição e passando a sonhar e lutar com todas minhas forças para sair de onde me encontrava.

Tracei as minhas metas e os meus objetivos, planejei as minhas ações, mas o mais importante é que passei a acreditar nos meus sonhos e acreditar em mim mesmo, pois me lembrei de uma passagem bíblica “tudo posso naquele que me fortalece”, e passei encarar as minhas adversidades como verdadeiras batalhas, passei a comemorar cada conquista por menor que fosse e assim fui construindo meu caminho. 

Parei de me lamentar e de ouvir lamentações das pessoas que me acercavam, literalmente assumi o controle de minha vida e de meus passos, passei a firmar em meus pensamentos os meus objetivos e assim fui vencendo, crescendo e conquistando aquilo que almejava e que havia determinado anteriormente.

Você que esta aí desanimado, reclamando de sua situação, pare, pense, e aja, não de ouvidos ao mundo que diz “você não é capaz”, “você não pode”, pois o mundo sempre nos classificou, e ainda nos classifica como se fossemos um padrão único de emoções e razão, ou um só lote, mas somos muito mais do que isso,“somos capazes de realizar o impossível” somos capazes de mudar o nosso destino, somos capazes de conquistar o impossível, somos capazes de alcançar tudo aquilo que almejarmos/ desejarmos.

Sonhe, lute, se esforce e nunca deixe de acreditar em você, pois dentro de você existe uma força sem dimensões que a ciência não explica, mas que já mudou a vida de muitas pessoas e que poderá também mudar a sua, basta apenas acreditar e agir.

Encontrar o nosso verdadeiro EU que muitos denominam de o “Grande Ser” em nossas vidas não é uma tarefa fácil, mas é a tarefa que mudará a sua vida e o seu destino.

Reativar, encontrar, usar e vivenciar essa chama, é o equilíbrio que precisamos conquistar para vencer a presente etapa de nossa vida na forma humana.

Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse.
Psicanalista - CEO da Central do Trabalho Recursos Humanos e Diretor da Rede Desempregados


www.centraldotrabalho.com.br
www.desempregados.com.br

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Para liderar é preciso ter tempo, paciência e vontade






Um profissional para conseguir que as coisas sejam feitas, e bem feitas através das pessoas, precisa entender que o processo é dinâmico e complexo. Não basta ser excelente tecnicamente, conhecer de processos, ser poliglota, ter uma formação em uma renomada instituição de ensino ou até mesmo colecionar MBAs, além de ter todas essas coisas, é necessário entender de gente.

 Para uma boa definição e compreensão é importante fazer algumas distinções: 

  Líder é alguém que está inserido numa situação concreta. A pessoa que está num papel formal de líder pode ou não possuir as capacidades de liderança e ser ou não capaz de liderar.

   Liderança se relaciona fundamentalmente com as habilidades da pessoa, suas capacidades e grau de influência. Boa parte da liderança procede de pessoas que não são “líderes formais”.

   Liderar é o resultado de utilizar o papel e a capacidade de liderança da pessoa para exercer influência, de alguma forma, sobre as outras pessoas.

A pessoa que vai assumir o comando sobre outras pessoas, tem que estar muito bem preparada. A tarefa mais árdua que existe é transformar um profissional sem perfil de liderança em líder. Envolve equilibrar os dois hemisférios do cérebro. A pessoa precisa querer muito, estar não só determinada, mas obstinada. O que na maioria das vezes ocorre é quem quer muito é a empresa e não o profissional em questão.

Antes de assumir cargos de maior hierarquia, é necessário o autoconhecimento de forma mais profunda. Como eu normalmente reajo diante de uma situação do dia a dia? Qual é a impressão que passo aos outros? Quais são meus pontos que necessitam de melhoria? Quais são meus valores? Sou o que sonhei ser? Qual meu grau de paciência? Sei ensinar? Sei cobrar? Como faço isso? Sou exemplo? De que? Para quem?
  
Esse processo é doloroso e muitos não estão amadurecidos para isso.

Agora, se a pessoa não consegue olhar-se profundamente, recusa-se a assumir e desenvolver seus gaps comportamentais, como pode liderar?

O grau de responsabilidade de uma pessoa para com seus liderados é absurdamente grande. Uma atitude, uma fala, um comando, pode mudar a estrutura emocional de um funcionário, ter consequencias na família, na empresa, na vida.

Lidamos com todos os tipos de pessoas. Pessoas com autoestima baixa, pessoas com maior ou menor grau de resiliência, pessoas tímidas, muitos acumulam traumas, capacidades cognitivas diferentes. Alguns são detalhistas, lineares, outros são mosaicos, proativos, reativos, uma infinidade de perfis que precisam ser respeitados e usados de forma estratégica e inteligente.

A adversidade de perfis é que faz o trabalho em equipe ser dinâmico e desafiador.

A essência da mudança intra e interpessoal está atrelada à sua capacidade de observação do comportamento e da linguagem. Um aprimoramento constante, construído com comentários que provocam respostas imediatas ou retardadas em você (intra) ou nas pessoas a sua volta (inter). Isso traz o autoconhecimento e o conhecimento do outro. A jornada é grande, pois um outro é diferente do outro.

Claro que um processo de seleção é vital dentro de uma organização. Ajuda, e muito, a quem exerce a liderança.

Escolher o perfil comportamental desejado para cada área é um trabalho quase artístico. O perfil comportamental exigido para o cargo de vendedor é completamente diferente do exigido para o cargo de comprador. Enfim, cada setor tem suas peculiaridades.
  
Conhecer pessoas, saber como elas reagem e tirar o melhor de cada uma delas é um trabalho que demanda tempo, vontade e paciência. No início, como quase tudo, é mais árduo, mas com o tempo se torna ameno. 

O mais importante de aprender a lidar com o outro, é mostrar na prática que você o respeita e a reação a essa ação é a confiança. 

A confiança trocada entre líder e liderado é excelência!

Carla Tambellini
coach e facilitadora da Central do Trabalho RH

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A Fila Anda! Atente-se!



                                     Foto: blog palavra ácida




A Fila Anda! Atente-se!


A capacitação e a especialização são essenciais para quem deseja ingressar e se manter no mercado de trabalho, que a cada dia está mais competitivo. 

Na mesorregião de Ribeirão Preto, o setor sucroalcoleiro teve um desenvolvimento considerável. Encontra-se nessa região um grande número de usinas que nos últimos anos tem passado por um processo de reestruturação. Com uma produtividade média superior à maioria das regiões produtoras do país, fato que permitiu sua expansão da produção sem aumento significativo da área plantada, ocasionou o desenvolvimento da indústria de máquinas, de engenharia de equipamentos, de insumos agrícolas, gerando assim efeitos positivos para todas as atividades econômicas da região.
Outro aspecto de grande contribuição no desenvolvimento é a vinda da coogeração de energa.

Hoje, essa mesoregião exibe um invejável vigor produtivo, de geração de emprego e riqueza. Essa realidade exige muita qualificação técnica e comportamental de seus colaboradores, em todos os níveis hierárquicos.

A carência de profissionais técnicos e de nível superior é grande e existe em várias áreas. O problema não é a quantidade e sim a qualidade dos profissionais.
O número de contratação menor do que a quantidade de vagas ofertadas se deve à falta de qualificação dos candidatos, que nem sempre atendem aos requisitos técnicos da vaga em aberto e das exigências da empresa no que diz respeito à liderança, postura profissional, visão sistêmica, entre outras.

O mercado de trabalho está cada vez mais competitivo. Os profissionais precisam acompanhar o desenvolvimento e as exigências. A empresa vai optar pelo profissional qualificado, pois qualificar demanda tempo, investimento, e não há garantia de fidelidade desse profissional.

Já ouvi de muitos empresários a mesma frase... “Cansei de ser fornecedor de mão de obra qualificada!”

É comum após a empresa, treinar, qualificar, investir em MBA, sistema integrado, entre outros, o funcionário migrar para o concorrente ou outra empresa sem o menor olhar de gratidão e por uma pequena diferença no holerite ou por algum benefício a mais. O que abordo nesse parágrafo não tem nada a ver com programa de retenção de talentos.

Reter talentos é indiscutivelmente necessário e vantajoso para ambos, colaborador e empresa. Isso inclui salário, participação, bonificação, plano de carreira, autonomia, entre outos.

A empresa hoje, que não se atentar aos três pilares que são Recursos Financeiros, Recursos Tecnológicos e Recursos Humanos, por mais moderna e automatizada que ela seja, não se sustentará.

A responsabilidade deve ser de todos. Da empresa na manutenção da qualidade e retenção, do profissional, do Funcionário em estar buscando qualificação com proatividade, sem esperar que a empresa o faça. Os órgãos governamentais buscando um ensino de qualidade em todos os níveis, desde o infantil até o curso profissionalizante, e as instituições de ensino superior, que devem responder a estas carências.

Carla Tambellini
coach e facilitadora da Central do Trabalho RH