terça-feira, 30 de outubro de 2012

País é o quarto em acidente de trabalho




No Dia Nacional de Combate aos Acidentes de Trabalho, sindicalistas e especialistas da área chamaram a atenção para falta do conhecimento dos brasileiros sobre o tema. Atualmente o País é o quarto colocado mundial em número de acidentes fatais, segundo dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho). A Previdência Social mostra que ocorre cerca de uma morte a cada 3,5 horas de jornada diária. Com o grande número de problemas, os gastos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) decorrentes dos acidentes já ultrapassam os R$ 14 bilhões por ano.
De olho neste número a AGU (Advocacia-Geral da União) aproveitou a data para ingressar com 163 ações regressivas, que têm o objetivo de ressarcir o INSS das despesas previdenciárias decorrentes de acidente de trabalho em empresas que não observaram as normas de segurança do trabalho. A expectativa de ressarcimento com as ações é de R$ 39 milhões.
Para se ter ideia, só no Estado de São Paulo foram ajuizadas 1.400 nos últimos três anos, a maioria focada nos setores de construção civil, metalurgia, agroindústria e energia.
Para o procurador federal Fábio Munhoz, o maior problema hoje é que as empresas investem pouco emsegurança no trabalho e equipamentos adequados para resguardar funcionários. "Fazemos o ajuizamento coletivo para chamar a atenção da importância do cumprimento das normas de segurança.
Quando ocorre o óbito não é cobrado só o que a família recebeu, mas o que ela teria direito nos ganhos desse trabalhador", diz. "Esse tipo de ação não é barata, custa cerca de R$ 400 mil ao empregador. Então, é muito mais viável investir para evitar esse tipo de situação", complementa.
A advogada Ana Paula Oriola de Raeffray completa que as companhias que investem firme na segurança dos trabalhadores e comprovam a diminuição dos problemas e o acompanhamento detalhado quando eles ocorrem, ganham benefícios fiscais, como a diminuição de certas tributações. Mas mesmo assim, a adesão dos empregadores é menor do que o esperado.
 "Hoje temos normas rígidas e detalhadas de segurança e medicina do trabalho. Regras que têm de ser observadas para afastar responsabilidade da empresa. Equipamento de segurança, montagem de suporte adequado, manutenção do maquinário em ordem. Mas é preciso de assessoria constante para evitar problemas", diz.
Com grande número de empresas de metalurgia e autopeças, a região também está na mira da AGU. Ontem foram protocoladas três ações contra empresas por problemas grandes com maquinário. Os processos pedem ressarcimento de R$ 99 mil das três firmas aos cofres públicos. A alegação é que essas companhias geraram perdas ao INSS ao não garantir a segurança do trabalhador. Em todo o Estado foram 56 ações, com expectativa de R$ 15,3 milhões devolvidos.
No ano passado, na mesma data, foram ajuizadas 206 ações, o que representou ressarcimento prévio de R$ 33 milhões. Em 2009, foram 341 ações. "Apesar de termos números menores, ainda há muito a ser feito para adequar todos os setores e evitar perdas por problemas de segurança", destaca Munhoz.


 Sindicato diz que falta de treinamento é motivo do problema
Longas jornadas de trabalho e pouco treinamento sobre o uso do maquinário. Esses são os pontos mais criticados por sindicalistas quando o assunto é diminuir o número de acidentes de trabalho. No Grande ABC, a troca constante de profissionais numa mesma função costuma não acabar bem para muitos trabalhadores.
"Eles chegam sem conhecer a função, sem ter treinamento para operar a máquina e acabam sofrendo acidentes graves, que resultam até na perda de membros. Temos discutido muito isso com as empresas", diz Cícero Martinha, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá.
Para corrigir a distorção, as entidades têm colocado o assunto nas rodas de discussão dos acordos coletivos, junto com os pedidos de reajustes salariais. A insalubridade de algumas funções e cláusulas sobre segurança tornaram-se obrigatórias no ano passado para boa parte da indústria. "Temos também orientado melhor os profissionais responsáveis pela segurança. Afinal, eles fazem a diferença na hora que algo errado acontece", pontua Martinha.

ENTREVISTA: HUMANIZAÇÃO NAS VENDAS



A Revista Emprego entrevistou o Consultor de Vendas e Marketing - Pérsio Padovan.

WWW.REVISTAEMPREGO.COM.BR

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Sem incentivo a etanol, investimentos estão travados, diz Parente



O presidente e CEO da Bunge Brasil, Pedro Parente, disse que as empresas do setor sucroalcooleiro têm investimentos represados de R$ 100 bilhões na produção de etanol e açúcar. Segundo ele, esses investimentos serão feitos quando houver solução para os problemas que o setor enfrenta hoje, principalmente em relação à perda de competitividade do etanol frente à gasolina e aos encargos tributários incidentes sobre o setor.

Parente disse também que, resolvidas essas questões, esses investimentos devem ser feitos por um período de cinco anos. O executivo disse que já esperava o discurso do ministro Guido Mantega, feito no Fórum Exame, evento realizado nesta sexta-feira em São Paulo, de que a gasolina não terá seu preço alterado no curto prazo. "O ministro não iria dizer publicamente que os preços da gasolina precisam ser elevados, mas o setor sucroalcooleiro sabe que o governo tem ciência dos problemas do setor e disposição para solucioná-los". A questão, segundo Parente, é a percepção de urgência do governo para resolver esses pontos, que é diferente da do setor produtivo.

Parente lembrou que 95% dos componentes industriais usados pelo setor sucroalcooleiro são de fabricação nacional e que novos investimentos trariam um impulso significativo para o setor de máquinas e equipamentos. O executivo também criticou, durante sua participação em debate no fórum, a forte tributação e o ambiente complexo para que projetos tramitem junto aos órgãos oficiais, o que acaba tornando o dia-a-dia do empresário um "inferno" e afastando possíveis investidores.


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Marketing, entendendo o sistema

Quando você pensa em marketing, o que essa palavra significa para você?

Muitos dirão que é o mesmo que vendas, outros que se refere a propaganda.  Alguns que o termo está ligado à colocação de produtos nos revendedores, disponibilização para o consumidor final, preparação dos pontos de venda e controle dos estoques para manter o fluxo de atendimento.
Podemos considerar que o trabalho de marketing inclui essas atividades e muitas outras mais.  O objetivo do marketing é atender totalmente as expectativas do consumidor e com isso trazer resultados aos acionistas da empresa.
As atividades do marketing devem criar, comunicar e levar valores aos revendedores e consumidores, estabelecendo, com estes,  relações duradouras, gerando benefícios à organização,  seus sócios e acionistas.
O processo se desenvolve quando atende algumas premissas:
  • a)   Há pelo menos dois interessados;
  • b)   Cada um tem algo que a outra parte valoriza;
  • c)   Ambos são capazes de desenvolver a comunicação e entrega do produto;
  • d)   Eles tem a capacidade de aceitar ou rejeitar a oferta, e
  • e)   Consideram interessante e desejável   a negociação.
Podemos encontrar dentro do processo de marketing três filosofias que o influenciam:
  1. Orientação para produção
  2. Orientação para vendas
  3. Orientação para o mercado
Orientação para a produção
É a filosofia que tem como foco capacidades e competências internas da empresa, e não propriamente as necessidades de mercado.
As questões são colocadas da seguinte forma:
  • a) O que  podemos fazer melhor?
  • b) O que temos competência para desenvolver e criar?
  • c) O que é mais simples e produtivo fazer com nossos equipamentos?
  • d) Que produtos e serviços nos é mais conveniente oferecer?
  • e) Em que somos bons?
Nesse tipo de orientação o foco está na capacidade de produzir e ofertar eficientemente, e não no atendimento às necessidades de mercado.
Quando a oferta encontra um mercado comprador a empresa alcança o sucesso.
Orientação para vendas
O conceito neste caso é de que as pessoas comprarão os produtos e serviços se forem usadas técnicas de vendas agressivas, e que estas gerarão altos lucros para a organização.
Marketing neste caso é entendido como processo de venda e recebimento das duplicatas.
A orientação para vendas, bem como para a produção, não leva em conta as necessidades e exigências do mercado, mantendo o foco em sua filosofia voltada para dentro da organização.
Orientação para o mercado
O conceito neste caso é que a justificativa social e econômica da existência da empresa é a satisfação dos desejos e necessidades dos consumidores, enquanto atende os objetivos da organização.
Parte-se da premissa que as vendas não dependem de uma equipe agressiva e arrojada, mas da disposição do consumidor de comprar.
A importância não reside no que é produzido e ofertado, mas no valor que o consumidor atribui ao que compra.
Aspectos importantes a serem considerados são:
  • a) foco nos desejos e necessidades dos consumidores para que a empresa possa destacar seus produtos dos concorrentes;
  • b) integração de todas as atividades da organização para poder satisfazer os requisitos;
  • c) atender os requisitos no curto, médio e longo prazos, para sustentação organizacional
A observância a esses aspectos determina que a organização é orientada para o mercado.
O estabelecimento desta filosofia implica em obter informações a respeito dos consumidores e concorrentes, de forma a atender suas expectativas e demandas e criar valores para estes.
Ao avaliar as informações mercadológicas, os gestores podem gerar o mapa de pontos fortes e fracos de sua organização e de seus concorrentes.
Ao entender o mercado poderão criar o futuro de sua organização.
Como diz um antigo adágio: “A melhor forma de prever o futuro é criá-lo.”

segunda-feira, 30 de julho de 2012

5 patrocinadores vilões das Olimpíadas de Londres

Apesar de terem investido cifras altíssimas nos jogos, algumas empresas podem voltar para casa sem medalha e sem a simpatia do público


Os Jogos Olímpicos são reconhecidos historicamente por promoverem a união dos povos e, geralmente, deixam um legado positivo, sem grandes polêmicas. Entretanto, por envolverem praticamente todas as nações do mundo e também serem uma gigantesca plataforma de negócios, nunca passam ao largo do contexto político-econômico do período em que são realizados.
Apesar de todo o ar de fraternidade, os jogos já foram boicotados, alvo de terroristas, palco para protestos de atletas e até de uma tentativa fracassada do regime nazista de propagar seus ideais para o mundo (que acabou indo por água abaixo quando um atleta negro derrotou um alemão).
Agora, em meio a todos os debates sobre sustentabilidade e vida saudável, além de – claro – uma forcinha do poder de repercussão e mobilização da internet, a polêmica da vez envolve alguns dos grandes patrocinadores do evento. Manifestantes e até mesmo parlamentares de Londres já teceram duras críticas à presença de algumas marcas, alegando que elas têm valores contraditórios com os dos Jogos.
Veja abaixo 5 marcas que, apesar de terem investido cifras altíssimas nas Olimpíadas, estão sendo vistas como vilãs do evento.

McDonald's

Apesar de todos os esforços para fugir do estigma de fabricante de comidas não-saudáveis, a marca de lanches tem sido um dos maiores alvos dos manifestantes e também da Câmara de Londres, que pediu sua saída do evento. A alegação é de que uma empresa que vende alimentos que contribuem para o aumento dos índices de obesidade infantil e outras doenças decorrentes da má alimentação não poderia estar associada a um evento esportivo.

Coca-Cola

A Coca-Cola sofre os mesmos ataques que a McDonald's e também foi citada pela Câmara de Londres. O detalhe é que, assim como a empresa do Ronald, a marca de bebidas é patrocinadora histórica dos Jogos.

Dow

Gigante do setor químico, a empresa foi responsável por um grande desastre em Bophal, na Índia, quando 40 toneladas de gases tóxicos vazaram de uma fábrica de pesticidas sua. Apesar de o acidente ter ocorrido em 1984, ambientalistas britânicos não esqueceram.

BP

A British Petroleum também foi responsável por um desastre ambiental. E por não fazer muito tempo, ainda está no megafone dos manifestantes. Para quem não lembra, foi uma plataforma da companhia que derramou cerca de 4 milhões de barris de petróleo no Golfo do México em 2010, depois de explodir e matar 11 pessoas.

BMW

Até a charmosa marca de carros acabou sendo atingida pela ira dos politicamente corretos. Apesar de terem chegado com toda pompa aos Jogos e, inclusive, defendo o tema da sustentabilidade, seus carros utilizados como transportes oficiais são sedãs não muito econômicos, que exigem bastante gasolina para percorrerem as ruas de Londres.

Mais uma

Por fim, embora não seja uma empresa, até a administração de Londres entrou no bolo das odiadas. Apesar de toda a contenção de gastos e aumento de impostos por causa da crise, a cidade ofereceu isenção de impostos para a venda de produtos das marcas patrocinadas, além de montar um grande esquema de fiscalização, junto ao comitê organizador dos jogos, para evitar que qualquer outra empresa – um pipoqueiro que seja – use a marca olímpica. A boa notícia é que os grandes patrocinadores não aceitaram o desconto fiscal (e, convenhamos, nem precisavam mesmo, né?). 

terça-feira, 24 de julho de 2012

Como aprender no dia a dia


A rotina é uma das principais formas de você adquirir conhecimento. Saiba como aproveitar cada situação no seu trabalho

Lidar com o erro

Lidar com o erro

Não tente esconder o erro. Será pior se perceberem que, além de errado, você foi omisso. Entenda os motivos que o levaram a falhar e pense em uma forma de mitigar as consequências negativas. Assuma sua responsabilidade oferecendo uma solução para o problema. É importante reconhecer os erros como uma rica forma de aprendizado. 


Novos desafios
Uma boa forma de acelerar seu desenvolvimento é candidatando-se a assumir novos desafios. Você pode participar de projetos especiais ou de grupos multidisciplinares. Mas, atenção: antes de qualquer coisa, dê conta de seu trabalho. Dificilmente seu chefe vai deixá-lo assumir tarefas novas ou paralelas se você não cumpre seus compromissos. 


Demonstre interesse sobre o projeto ou a área em que quer trabalhar. Entenda de que forma pode cooperar. "Mostre que você está pronto", diz Adriana Prates, presidente da Dasein Executive Search. 

Solução de problemas
Não hesite em perguntar quando tiver alguma dúvida. Ter coragem para revelar que você desconhece algo é uma grande qualidade. Descubra quais as pessoas ou as fontes de informação que poderão ser úteis, pesquise e converse. 


Como contou a advogada Izabela Sampaio, ela nunca se sentiu constrangida em bater na porta do departamento vizinho para se apresentar e pedir ajuda para seus problemas. "Muitas vezes a solução de uma questão da minha área está no departamento ao lado". 

Relação com profissional experiente
Desarme-se de preconceitos. Esqueça se o profissional mais experiente não faz seu estilo, se ele é muito mais velho ou mesmo se as referências que lhe deram sobre ele são negativas. Entenda que vocês estão começando a construir uma relação. 


Ouça que ele tem a dizer e entenda como o seu conhecimento e a sua experiência podem contribuir para o bom desempenho de ambos. "Quem está começando deve mirar em bons exemplos de pessoas mais experientes e tentar ser igual", afirma Adriana Prates, da Dasein. 

Diante do fracasso
A primeira coisa a fazer é aceitar que o mundo não acabou. "A maioria das pessoas não sabe lidar com o fracasso", diz Amy Edmondson, professora da Harvard Business School. Drible a frustração dando atenção e energia para novas oportunidades. 


Faça algumas perguntas a você mesmo. O que posso aprender com isso? O que farei da próxima vez que isso acontecer? A dica é não transformar a falha em tragédia. 

Projetos em equipe
A capacidade para trabalhar em grupo é uma das habilidades mais requisitas e das mais difíceis de desenvolver. Quem trabalha em equipe precisa aprender a ouvir. 


"Uma competência importante é construir relacionamentos, criar empatia. É preciso colocar-se no lugar do outro", diz Luiz Carlos Cabrera, da Amrop Panelli Motta Cabrera